Skip to content

Aglomerados de ouro na Arsenopirita (APT)

Atom-Probe-Tomography-of-gold-clusters-in-arsenopyrite
Todos os anos, toneladas de minério são trituradas e processadas para extrair pequenas quantidades de ouro contidas nele. Técnicas como a microscopia de fluorescência de raios X podem localizar o ouro na escala de mícron, mas a análise por sonda atômica em 3D proporciona a mais alta resolução da distribuição de ouro na escala atômica, o que pode ajudar a otimizar o processamento da extração para uma operação de mineração mais eficiente.

A Sonda Atômica LEAP tem a capacidade de encontrar o minúsculo ouro “invisível” em minerais refratários, como a arsenopirita, que pode conter traços de ouro incrustados. Ela pode fornecer informações sobre a posição e o tipo de cada átomo pela taxa na qual os átomos de ouro contidos no mineral evaporam, sendo então transformados em imagem 3D em um computador.

Em comparação com outros métodos microanalíticos usados para identificar regiões contendo ouro em um mineral, como a Microscopia de Força Atômica (Atomic Force Microscopy – AFM), a Tomografia de Sonda Atômica consegue revelar, de maneira exclusiva, grandes diferenças na distribuição em escala atômica dos átomos de ouro. Em algumas regiões, o ouro encontra-se aglomerado em domínios medindo alguns nanômetros. Em outras regiões, o ouro é distribuído de forma homogênea, mas de grão para grão a concentração de ouro pode variar em uma ordem de grandeza.

Fonte: Fougerouse, D., S. M. Reddy, D. W. Saxey, W. D. A. Rickard, A. van Riessen, and S. Micklethwaite (2016), Nanoscale gold clusters in arsenopyrite controlled by growth rate not concentration: Evidence from atom probe microscopy, American Mineralogist, 101(8), 1916, doi:10.2138/am-2016-5781CCBYNCND.