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Ouro Invisível em Pirita (NanoSIMS)

Revealing invisible gold in pyrite with NanoSIMS sulfur isotope analyses
Em jazidas de ouro do tipo Carlin, o ouro refratário frequentemente ocorre em minerais hospedeiros de sulfeto de Fe. Os grãos hospedeiros são tipicamente muito pequenos e a concentração de Au é muito baixa para ser detectada pela EPMA, dando origem ao termo “ouro invisível”. O NanoSIMS permite complementar, de maneira exclusiva, o mapeamento de elementos-traço invisíveis à EPMA (resolução espacial ~dez vezes melhor do que a EPMA e com melhor sensibilidade) com o mapeamento da razão isotópica do enxofre revelando inequivocamente duas inclusões fluidas sucessivas e ricas em ouro, identificadas por suas razões distintas 34S/32S. Entender a química do fluido que contém Au é fundamental para alcançar outras jazidas potencialmente viáveis na vizinhança local!

O NanoSIMS foi usado para determinar a distribuição de Au, Cu, As, Sb e S, bem como isótopos estáveis de S (34S/32S) em pirita contendo ouro de duas jazidas de ouro tipo Carlin refratário: West Banshee, Northern Carlin Trend e Turquoise Ridge, Getchell Trend, localizadas na região norte de Nevada. (Os resultados mostrados acima foram obtidos a partir da amostra 664 211 de pirita no estágio de minério, de Turquoise Ridge, região norte de Nevada, EUA). Os mapas do NanoSIMS revelam que o ouro ocorreu em dois episódios distintos em cada depósito.

Elevadas concentrações de ouro se correlacionam com elevadas concentrações de As, Sb, Cu ± Te, e razões 34S/32S menores, em comparação a períodos em que o ouro não estava depositado. A precipitação de ouro e elementos-traço elevados em West Banshee foi seguida pela precipitação de pirita, com menores concentrações de ouro, enquanto que a precipitação em Turquoise Ridge de pirita rica em elementos-traço foi seguida pela precipitação de minerais no estágio tardio de minério.
Esses resultados do NanoSIMS são consistentes com a formação de depósitos pela incursão episódica de fluidos ricos em ouro nos sistemas hidrotermais, que, do contrário, seriam dominados por fluidos pobres em ouro. Esses pulsos de fluido rico em ouro podem estar relacionados a incursões de fluido magmático, que demonstraram ter altas concentrações de ouro, arsênico e cobre nos sistemas de pórfiros e epitermais de alta sulfetação.


Fonte: Uncloaking invisible gold: use of NanoSIMS to evaluate gold, trace elements, and sulfur isotopes in pyrite from Carlin-type gold deposits. Shaun L.L. Barker, Kenneth A. Hickey, Jean S. Cline, Gregory M. Dipple, Matt R. Kilburn, Jeremy R. Vaughan, and Anthony A. Longo. Economic Geology, 2009, vol. 104, pp. 897–904